Archive for the ‘el mundo’ Category

Fidel Castro e os mísseis

August 14, 2010

Uns dias atrás vem o Fidel e faz um discurso advertindo que o Obama está levando o mundo para uma guerra nuclear.

Ok, ok… Fico feliz que o Fidel Castro está bem, Cuba é muito legal e coisa e tal e até que o velho pode ter razão nesse ponto. Mas me refresquem a memória, não foi justamente o Fidel um dos protagonistas de uma crise quase levou o mundo a um conflito nuclear em 1962?

Julia Gillard

June 26, 2010

E a Austrália tem sua primeira primeira-ministra, a labour Julia Gillard.

Registre-se que (a) isso é um prenúncio para a Dilma. (b) o sotaque dela é uma graça, ouçam:

Saramago

June 19, 2010

Do Saramago, eu li um dos livros que mais gosto, a Jangada de Pedra. A história é mais ou menos assim: começam a sugir enormes rachaduras no chão, na fronteira da Espanha com a França. Enquanto o mundo tenta entender o que está acontecendo, enquanto os governos tentam inutilmente cimentar a fenda, a fenda avança, até separar definitivamente a península Ibérica do resto da Europa. Portugal e Espanha saem à deriva, Atlântico adentro.

Cinco pessoas pela Península protagonizaram fenômenos estranhos, mas um pouco triviais (um funcionário de férias lança ao mar uma pedra pesada que voa mais longe que deveria, ou uma galega que começa desmanchar uma meia de lã, que nunca termina) se reunem e a partir deles que a história é contada.

Um bocadinho de realismo fantástico, naturalmente. A história é bonita e o livro é bem divertido. Eu acho especialmente divertidos os interlúdios em que são contadas as reações dos governos estrangeiros. O Reino Unido limita-se a comemorar o fato que Gibraltar separou-se da península, legitimando indubitavelmente o controle inglês sobre a rocha… Ou os manifestantes europeus que gritam “nós também somos ibéricos”. Ou a incrível política de boa-vizinhança dos americanos (sempre eles!). O livro foi escrito em um momento que Portugal e Espanha estavam entrando na União Européia e pelo que eu li na orelha o livro é um comentário a esse fato ou sobre a questão identitária Portugal-se-sente-marginalizado-na-grande-Europa-e-gostaria-de-ser-um-país-do-Atlântico. Mesmo sem entender essa referência direito (afinal sou de outro continente, né?), essa ode à identidade Ibérica é bonita.

Faz uns três meses li Caim, o último livro dele, publicado no ano passado. Sempre achei muito divertido ver comunistas ateus falando de religião, eles têm um sarcasmo muito, muito fino. No entanto, como é um livro baseado pesadamente recheado de referências à Bílbia, eu perdi metade das referências do livro, quem teve uma educação cristã provavelmente vai se divertir mais com as referências. Gostei no entanto, especialmente do final (sem spoilers aqui, leia 🙂 ).

Comecei e não terminei, A Caverna. Esse livro fala de um Shopping Center (o Centro) gigantesco, em eterna expansão e consumindo a cidade e o mundo em volta dele. Quando fui ler o livro, estavam construindo o maior shopping da América Latina na minha cidade, a algumas centenas de metros da escola em que eu estudava (digamos, eu tinha uns 13 anos, acho, na época) e o livro foi um pouco demais, parei de ler.

Por fim para a lista de coisas que eu li do Saramago, naturalmente, o Conto da ilha desconhecida, um conto curto cujos detalhes não lembro bem, mas é legal. E o primeiro texto que acho que li dele foi o teatro A Noite, sobre um grupo de jornalistas na redação de um jornal recebendo a notícia da Revolução dos Cravos.

Kocharian

January 16, 2010

Estava no blog do Eduardo Guimarães lendo arquivos muito antigos (não pergunte por quê) quando me deparo com um post curioso.

É um post em que o Eduardo responde a um comentário de um leitor. E reproduz o comentário desse leitor. E eu reproduzo o (infeliz) comentário aqui:

E a verdade agora tem lado… O seu lado, é claro. O fato de Lula ter sido eleito por ampla maioria não o absolve dos erros cometidos. Se for assim, Paulo Maluf agora é um exemplo de moralidade. Mas me intriga uma “comerciante” ter sido tomado de um súbito dever cívico e denunciar as “maldades” de uma perversa elite, embora se esqueça de explicar por que José Alencar, Furlan e Henrique Meirelles estão no governo e gente do naipe de Sarney e Jader Barbalho terem sido cooptados para as hostes petistas.

Roberto Kocharian | kocharian@uol.com.br | São Paulo – SP | Arquiteto |  11/11/2006 12:18

Qual o interesse no comentário? Nenhum. Aqueles resmungos de sempre.

O interesse é o nome: “Kocharian”. Armeno. E não me pergunte também por que raios eu reconheceria um sobrenome como sendo armeno. E o pior é que parecia que eu conhecia esse nome de algum lugar.

Pois então, uma busca na Wikipédia, executada em menos de dois segundos, traz a resposta: Robert Sedraki Kocharyan, ex-presidente da Armênia e ex-presidente da república separatista de Nagorno-Karabakh.

Robert Kocharyan, Roberto Kocharian. Coincidência?

De duas uma: (i) ou de fato é uma coincidência muito curiosa (e possível é o mais provável, uma vez que há mesmo uma grande comunidade armena em São Paulo) ou (ii) as pessoas estão realmente criativas para inventar nomes falsos.

Do dia

January 14, 2010

Um dia trágico, certamente. Sem condições de dizer melhor o que já foi dito por outros, restrinjo-me em registrar meu profundo pesar, e postar alguns links do dia sobre o Haiti:

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Outras do dia…

Algo de muito curioso aconteceu com o Google, que entrou em rota de colisão com o governo chinês. Pelo bem ou pelo mal, o Google definitivamente não é comum. Direto às fontes, no blog oficial do Google. Ah, e o contraponto.

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Por fim, fiquem com um post do Altamiro Borges sobre a Opus Dei [via Vi o Mundo],daqueles uns que divertidos pelo temperinho épico-conspiratório.

Limbo World

January 10, 2010

Limbo World: They start by acting like real countries, then hope to become them.

On my most recent visit to the Republic of Abkhazia, a country that does not exist, I interviewed the deputy foreign minister, Maxim Gundjia, about the foreign trade his country doesn’t have with the real countries that surround it on the Black Sea. Near the end of our chat, he paused, looked down at my leg, and asked why I was bleeding on his floor. I told him I had slipped a few hours before and ripped a hole in my shin, down to the bone, about the size of a one-ruble coin. Blood had soaked through the gauze, and I needed stitches. “You can go to our hospital, but you will be shocked by the conditions,” Gundjia said. So he pointed me to the building next door, where in about 20 minutes I had my leg propped up on a dark wooden desk and was wincing at the sting of a vigorous alcohol-swabbing by the health minister himself. I was not accustomed to such personalized government service. Fake countries have to try harder, I thought, and wondered whether it would be pressing my luck to ask for the finance minister to personally refund my vat and for the transportation minister to confirm my bus ticket back to Georgia, which is to say, back to reality.

A Foreign Policy é uma revista divertida: http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/01/04/limbo_world