Archive for January, 2010

Kocharian

January 16, 2010

Estava no blog do Eduardo Guimarães lendo arquivos muito antigos (não pergunte por quê) quando me deparo com um post curioso.

É um post em que o Eduardo responde a um comentário de um leitor. E reproduz o comentário desse leitor. E eu reproduzo o (infeliz) comentário aqui:

E a verdade agora tem lado… O seu lado, é claro. O fato de Lula ter sido eleito por ampla maioria não o absolve dos erros cometidos. Se for assim, Paulo Maluf agora é um exemplo de moralidade. Mas me intriga uma “comerciante” ter sido tomado de um súbito dever cívico e denunciar as “maldades” de uma perversa elite, embora se esqueça de explicar por que José Alencar, Furlan e Henrique Meirelles estão no governo e gente do naipe de Sarney e Jader Barbalho terem sido cooptados para as hostes petistas.

Roberto Kocharian | kocharian@uol.com.br | São Paulo – SP | Arquiteto |  11/11/2006 12:18

Qual o interesse no comentário? Nenhum. Aqueles resmungos de sempre.

O interesse é o nome: “Kocharian”. Armeno. E não me pergunte também por que raios eu reconheceria um sobrenome como sendo armeno. E o pior é que parecia que eu conhecia esse nome de algum lugar.

Pois então, uma busca na Wikipédia, executada em menos de dois segundos, traz a resposta: Robert Sedraki Kocharyan, ex-presidente da Armênia e ex-presidente da república separatista de Nagorno-Karabakh.

Robert Kocharyan, Roberto Kocharian. Coincidência?

De duas uma: (i) ou de fato é uma coincidência muito curiosa (e possível é o mais provável, uma vez que há mesmo uma grande comunidade armena em São Paulo) ou (ii) as pessoas estão realmente criativas para inventar nomes falsos.

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History of the Internet

January 16, 2010

“…as reformas de base de João Goulart, que LEVARAM os militares ao poder”

January 14, 2010

[via Esquerdopata]

Do dia

January 14, 2010

Um dia trágico, certamente. Sem condições de dizer melhor o que já foi dito por outros, restrinjo-me em registrar meu profundo pesar, e postar alguns links do dia sobre o Haiti:

***

Outras do dia…

Algo de muito curioso aconteceu com o Google, que entrou em rota de colisão com o governo chinês. Pelo bem ou pelo mal, o Google definitivamente não é comum. Direto às fontes, no blog oficial do Google. Ah, e o contraponto.

***

Por fim, fiquem com um post do Altamiro Borges sobre a Opus Dei [via Vi o Mundo],daqueles uns que divertidos pelo temperinho épico-conspiratório.

Hermenauta ensina a conversar com anaeróbicos

January 13, 2010

Num pais aonde o governo eh a mamae que vai salvar todo mundo em todos os aspectos eh logico que os partidos vao disputar o titulo de quem esta mais a esquerda. Decidir quem esta certo ou errado eh o menor dos problemas.

Alias, foi o proprio Lula que disse que nao vai ter um candidato da direita na proxima eleicao. O que mais se pode esperar?

Isso ensejaria uma certa reflexão sobre a competência da direita, para dizer o mínimo.

Diz sim, diz que ele é razoavelmente esperto.

Sob protestos do supradito amigo do Hermenauta, atualizo o post com o link para a conversa completa e original, sem cortes.

Planeta Sérgio Guerra

January 11, 2010

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, em entrevista à Veja.  Melhores momentos:

Sérgio Guerra – Serra tem compromissos com o estado de São Paulo. A população paulista espera que ele cumpra suas obrigações até o fim do mandato. (…)

Certo.

Serra é um político inteligente, preparado, que sabe governar e já mostrou isso. (…)

Mas o PT levou ao limite essas atitudes corruptas. (…) . O senador Azeredo é um dos homens públicos mais íntegros do país.

E:

VEJA – Falando assim, até parece que o PSDB está à esquerda do PT…

Sérgio Guerra – Mas nós estamos à esquerda mesmo.

A isso tudo só se tem uma resposta:

On what planet do you spend most of your time?

Limbo World

January 10, 2010

Limbo World: They start by acting like real countries, then hope to become them.

On my most recent visit to the Republic of Abkhazia, a country that does not exist, I interviewed the deputy foreign minister, Maxim Gundjia, about the foreign trade his country doesn’t have with the real countries that surround it on the Black Sea. Near the end of our chat, he paused, looked down at my leg, and asked why I was bleeding on his floor. I told him I had slipped a few hours before and ripped a hole in my shin, down to the bone, about the size of a one-ruble coin. Blood had soaked through the gauze, and I needed stitches. “You can go to our hospital, but you will be shocked by the conditions,” Gundjia said. So he pointed me to the building next door, where in about 20 minutes I had my leg propped up on a dark wooden desk and was wincing at the sting of a vigorous alcohol-swabbing by the health minister himself. I was not accustomed to such personalized government service. Fake countries have to try harder, I thought, and wondered whether it would be pressing my luck to ask for the finance minister to personally refund my vat and for the transportation minister to confirm my bus ticket back to Georgia, which is to say, back to reality.

A Foreign Policy é uma revista divertida: http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/01/04/limbo_world

A casa que faz loucos

January 10, 2010